Pesquisa Científica na Lagoa Salgada

Estudos, desenvolvidos por pesquisadora da FioCruz, têm interesse na área da saúde


17/07/2019 - Meio Ambiente

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(Fabrício Berto)

A Lagoa Salgada, no 5º Distrito de São João da Barra, considerada patrimônio geopaleontológico da humanidade, recebeu a vista na quarta-feira, 17, da pesquisadora titular da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e da Escola Nacional de Saúde, Adriana Martins. Ela realizou a coleta de material que poderá, a partir da identificação de organismos fabricadores de proteínas, ter interesse na área da saúde. O estudo, na fase inicial, irá compor a biblioteca de conhecimentos, com microorganismos que existem ou que já existiram no local. 

 “Vamos observar, através desse estudo, quais são os organismos presentes na lagoa e comparar com o genoma das diversas espécies de microorganismos do mundo inteiro que já estão depositados numa Biblioteca Genômica, chamada GenBank", disse Adriana, acrescentando que é a primeira vez que esse tipo de estudo é feito no município.

A Lagoa salgada, de acordo com a pesquisadora, tem uma importância para a comunidade científica internacional devido à singularidade de seu ecossistema. “São Poucos os lugares similares e nós, brasileiros, temos a obrigação conhecer esse patrimônio mundial; ver o que aqui existe e o que pode ser utilizado não só para saúde, como para outras áreas”. 

A Secretária de Meio Ambiente e Serviços Públicos de São João da Barra, Joice Pedra, explica “que o município apóia projetos e pesquisas difundindo ainda mais a ciência aliada à preservação ambiental”.

Visita científica – Também na quarta-feira, 17, estiveram na Lagoa Salgada, para um encontro acadêmico-científico, os professores Maulori Cabral, responsável pelo Departamento de Virologia, do curso de Microbiologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Carmen Eugênio e Neuza Barros, da Universidade Estadual do Norte Fluminense. 

Maulori classifica o local como um laboratório a céu aberto, que remonta o ambiente na formação do Planeta Terra, com o surgimento, entre 3,9 à 3,6 bilhões de anos, das cianobactérias que começaram a produzir oxigênio no planeta, deixando como bioconstruções os conhecidos estromatólitos carbonáticos.

 A visita foi acompanhada pelo geógrafo e subcoordenador do Espaço da Ciência Maria de Lourdes Coelho Anunciação, Alex dos Santos Ramos, e pelo guia de Turismo Científico, André Pinto, ambos representando a Secretaria de Meio Ambiente e Serviços Públicos.