Você está em: São João da Barra

Bens Históricos

Antigo Grupo Escolar

Edificação do século XIX , no estilo “chalet”, foi a residência do Coronel Manoel José Nunes Teixeira, um dos proprietários da Companhia de Navegação São João da Barra/Campos e sua esposa, Mariana Teixeira. Foi adquirido pelo estado em 1922 para se tornar o Grupo Escolar Alberto Torres, funcionando com esse fim por quase 50 anos, quando foi desativado por precariedade de conservação e incompatibilidade com as necessidades de espaço.

Em 2008, durante o governo da prefeita Carla Machado, o prédio abandonado do Grupo Escolar Alberto Torres foi revitalizado e se tornou o Palácio Cultural Carlos Martins, em homenagem ao artista plástico sanjoanense que sempre lutou pela restauração do prédio. Abrigando salas de música, dança, fotografia, multimídia, galeria para exposição de artes e um salão nobre, o edifício é hoje um patrimônio histórico tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Artístico e Cultural, o Inepac.

 

Igreja Matriz de São João Batista

Erguida em homenagem a São João Batista em 1630, por Lourenço do Espírito Santo e um grupo de pescadores. Era uma pequena capela de madeira e localizava-se no mesmo local onde hoje existe o belo templo da Matriz. Em 1644 foi reconhecida pelo prelado do Rio de Janeiro como Freguesia. Foi reconstruída em 1679 e reformada em 1713, em estilo Barroco Rococó. Em 1882 um incêndio destruiu a capela de São João Batista na parte central da igreja. Posteriormente foi construída uma torre com traços em estilo gótico. A igreja tem formato de cruz.

 

 

 

 

Antiga Casa da Câmara e Cadeia Pública

A primeira estrutura foi edificada em 1709 pelo construtor Antônio Fernandes da Silva e contava com telhado de palha. Por questões de segurança, foi necessária uma reforma em 1736, quando o presidente da Câmara era o corregedor José Pinto Ribeiro. A estrutura física como conhecemos atualmente, iniciou com o processo de lançamento da pedra fundamental em 1794 e a obra foi concluída em 1797. A construção não se caracteriza pelo cuidado com a forma, mas apenas com a resistência sendo suas paredes de grossura invulgar, cerca de 1,20cm, e as janelas fechadas por grades tramadas em rede. No andar superior funcionou a Câmara até o século XIX. É o único prédio sobrevivente do período colonial. Foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o Iphan, em 1967.

Em 2011 foi restaurado na gestão da prefeita Carla Machado e se tornou um Centro de Memória da história legislativa e judiciária. Hoje é denominada Casa de Cultura João Oscar.

 

Igreja de Nossa Senhora da Conceição E Boa Morte

Em antiguidade é o segundo templo da cidade, construído para abrigar a Ordem Terceira de N.Senhora da Conceição e Boa Morte após a chegada nesta cidade da linda imagem de N.S. da Boa Morte trazida da Bahia pelo marinheiro Antônio Alberto de Vasconcelos em 1802.

Sua construção em pedra e cal deveu-se ao Comendador Joaquim Thomaz de Faria, rico traficante de escravos que está enterrado na Igreja da Boa Morte.

 

Fórum Municipal

O prédio foi construído no século XIX para ser a residência do rico traficante de escravos, Comendador André Gonçalves da Graça e sua esposa, Clarinda Dias de Jesus. Hospedou D. Pedro II e sua comitiva em sua primeira visita ao município, em 1847. Era considerado o prédio mais elegante da época.

Atualmente funciona o Fórum Municipal e, futuramente, a prefeitura tem projeto de torna-lo o Museu Histórico e Arquivo Público.

 

Cine Teatro São João

O prédio teve sua construção iniciada no início do século XX para ser a sede da Sociedade Beneficente dos Artistas (SBA). Foi inaugurado em 1906. Com a difusão do cinema ganhou mais essa função até a década de 80. Fechado, em ruínas e sem funcionamento até 2005, foi adquirido pelo poder público na gestão da prefeita Carla Machado. Reformado, foi devolvido à sociedade no ano de seu centenário. Em seu interior há dois projetores a carvão de fabricação alemã. Localiza-se na Rua Gladys Teixeira, no centro da cidade.

 

 

Centro Cultural Narcisa Amália

No início do século XX, mais precisamente em 1902, o espaço foi inaugurado para ser o mercado municipal. Abandonado, foi restaurado em 1992, na gestão do prefeito Genecy Mendonça para ser mais um espaço cultural, então denominado Centro Cultural Narcisa Amália , em homenagem à poetisa sanjoanense. Funciona como espaço de produção de cultura, em especial, o artesanato local, e cafés literários.

 

 

 

 

 

 

 

Estação das Artes Derly Machado

Segunda estação ferroviária do município, construída por volta de 1910. Com a decadência do porto, os trilhos foram a forma de transporte de pessoal e material. Pertencente à Companhia Inglesa Leopoldina Railway, foi desativada quando o transporte rodoviário ganhou força. Por anos sediou a Delegacia de Polícia e o DPO da cidade.

Em quatro de julho de 2008, na gestão da prefeita Carla Machado, foi inaugurado para ser mais um espaço de fomento à arte no município passando a se chamar Estação das Artes Derly Machado.