Por que Investir?

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Hyundai e OSX definem investimento no Açu

Detentora de 10% do mercado mundial de construção naval, a Hyundai confirmou ontem à tarde em conjunto com a OSX, do Grupo EBX, de Eike Batista, a construção de um estaleiro no futuro distrito industrial do Açu, em São João da Barra, Norte do Estado do Rio. Nos próximos dias as empresas divulgarão um memorando ao mercado de ações, confirmando a parceria e a construção do estaleiro, que deverá iniciar a produção já no primeiro semestre de 2012. Na segunda-feira, dia 15, o presidente da empresa sulcoreana Jai Seong Lee e o vice-presidente, Jung Rae Kim, junto com mais dois executivos, vistoriaram a área oferecida pela OSX.

Após o anúncio ao mercado, a OSX e a Hyundai tentarão acelerar o processo de licenciamento ambiental, já requerido ao Inea – Instituto Estadual do Ambiente. A idéia é que a planta industrial esteja instalada já no primeiro semestre de 2012, gerando aproximadamente mais 10,4 mil empregos. Na fase de implantação serão aproximadamente 3,5 mil empregos, com um investimento total de US$ 1,7 bilhão. Ontem a prefeita Carla Machado anunciou que a Prefeitura e a empresa estão iniciando as conversações para criação de um programa de qualificação da mão-de-obra.

Recepcionados na segunda-feira pela prefeita Carla Machado e pelo presidente da OSX Brasil, Luiz Eduardo Carneiro, os executivos ficaram impressionados com o tamanho e a magnitude do investimento realizado no Açu. Para a construção do estaleiro será necessário abrir um canal em direção à Lagoa do Veiga, com 300 metros de largura, 2,4 quilômetros de extensão e um calado de 18 metros. O canal será responsável por fazer a ligação do estaleiro com o mar e pela revitalização da lagoa.

Durante a visita Jai Seong Lee deu demonstrações de que a área escolhida pela empresa asiática seria o Açu. Em conversa com a prefeita Carla Machado se mostrou impressionado com os investimentos realizados pela administração municipal em infra-estrutura e a parceria da Prefeitura com o governo estadual. “Nós queremos investir aqui, queremos ser parceiros”, disse o presidente da empresa.

Para a prefeita Carla Machado, o anúncio da Hyundai é mais uma prova do potencial econômico de São João da Barra e das transformações que ocorrerão no futuro. “Acredito que estamos no caminho certo. Hoje, as oportunidades que estão sendo abertas para a população local são muitas. A região Norte do Rio de Janeiro vai conhecer um novo processo de desenvolvimento econômico. E precisamos aliar isso à justiça social. Por isso vamos trabalhar com afinco nesse programa de capacitação da população, para que a população local possa participar efetivamente desse processo”, afirmou a prefeita.

Rio ganha a preferência de investidores Chineses

Se o Porto do Açu, em São João da Barra, é a porta para o comércio entre o Brasil e a China, o Rio de Janeiro é o Estado que vem conquistando a preferência do empresariado chinês e deverá receber a maior parcela dos investimentos previstos para os próximos anos. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (dia 16), pelo presidente da Câmara de Comércio da China, Zhang Yujing, durante a visita do vice-ministro de Comércio Exterior daquele país, Jiang Yaoping, às obras do porto. Já o vice-ministro destacou a importância das relações comerciais entre o Brasil e seu país, enquanto a prefeita Carla Machado abriu as portas para os investidores estrangeiros que queiram se instalar aqui.

A tendência para os próximos anos é que o Estado do Rio receba mais investimentos estrangeiros, especialmente do país asiático. No primeiro trimestre deste ano, a China registrou o maior crescimento dentre todos os países em desenvolvimento, como lembrou a prefeita Carla Machado, ao falar para os cerca de 100 empresários que compuseram a comitiva do vice-ministro. A prefeita destacou a posição estratégica de São João da Barra e os investimentos que vem sendo realizados em infraestrutura e, diante de investidores dos setores de maquinário e energia, ressaltou a possibilidade de produção de energias alternativas, como a eólica, por exemplo, já que o município tem um dos ventos mais fortes do Estado.

Segundo o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Júlio Bueno, o Rio de Janeiro está pronto para receber recursos da iniciativa privada, com uma infraestrutura capaz de absorver as empresas que pretendam se instalar aqui. Bueno lembrou que o Rio possui uma economia maior que a de países como o Chile e a Argentina, mesmo sendo um dos menores territórios da Federação: “temos a terceira maior população do País, com aproximadamente 16 milhões de pessoas e somos o segundo mercado consumidor, além de o segundo maior PIB do Brasil”, disse Bueno. Além disso, o Rio é um centro de excelência no desenvolvimento de pesquisa e tecnologia, possui seis portos – além do Porto do Açu, dois aeroportos internacionais, é o maior produtor de petróleo do Brasil – detendo mais de 80% da produção nacional, e possui um território propício à expansão industrial.

Para o vice-ministro de Comércio Exterior da China, o equilíbrio da balança comercial é um dos pontos que incentivam os chineses a investir em território brasileiro. Ele destacou que não só investidores chineses estão descobrindo o Brasil, como o empresariado nacional também já identificou oportunidades em seu país. No ano passado, 481 empresas com capital brasileiro se instalaram na China, enquanto que nas exportações o Brasil pontuou sua presença com soja, petróleo, minério e automóveis, importando, essencialmente, produtos manufaturados, como eletroeletrônicos: “temos uma excelente relação comercial e especialmente o Rio de Janeiro possui uma posição de destaque diante de nossas preferências”, afirmou.

O vice-ministro lembrou a visita, no passado, da delegação brasileira, liderara pelo governador Sérgio Cabral ao país asiático, da qual participaram a prefeita de São João da Barra e o empresário Eike Batista, do grupo EBX, responsável pelos investimentos no Complexo Logístico e Portuário do Açu. Jiang Yaoping ressaltou o protocolo comercial já assinado entre os chineses e o grupo EBX, visando a exportação de minério de ferro do Brasil para a China, bem como a instalação da siderúrgica Wisco, em São João da Barra, investimentos que chegam a US$5 bilhões, o que beneficiará toda a Região Norte do Estado do Rio.

Na opinião da prefeita Carla Machado, a visita do vice-ministro de Comércio Exterior da China, a São João da Barra, acompanhado de 100 empresários chineses é uma demonstração da força e importância que o município passa a ter no cenário econômico nacional. Ela destacou, porém, preocupações com as questões ambientais e especialmente com a qualificação da mão-de-obra local a fim de garantir a empregabilidade dos sanjonenses: “não podemos deixar de nos preocupar com isso porque sabemos que as oportunidades surgirão, mas que não podemos abrir mão das nossas belezas naturais. Há possibilidade de realizarmos tudo o que se propõe, mas também temos que preservar a qualidade da vida. Na outra ponta nós temos que nos preparar e contribuir na formação dos cidadãos de São João da Barra para que esta seja uma oportunidade para todos”, conclui.

Segundo Otávio Lazcano, presidente da LLX, os chineses vieram conhecer de perto o empreendimento de US$40 bilhões e que é a porta de entrada da China no Brasil. “Este super porto está sendo construído na direção do Oriente e terá dez berços para atracação de navios de grande porte. Vamos movimentar aqui minério de ferro, petróleo, siderurgia, energia através de nossa termelétrica, além de um pólo metal-mecânico, montadoras de automóvel e cimenteiras”, enumera.

Lazcano acrescenta que a posição do empreendimento é estratégica e ressalta que: “aqui na frente do Porto está o quintal do pré-sal da Bacia de Campos e estamos na região que produz 80% do petróleo nacional. Temos contato com Shell e Devon para a instalação de uma planta de tratamento de petróleo com capacidade de 1,2 milhão de barris por dia no porto. Seremos a base de suporte para muitos negócios, até porque estamos no centro de um triângulo entre o Rio, São Paulo e Minas Gerais, estados que, juntos, são responsáveis por 75% do PIB nacional”.