Conscientização sobre exploração sexual infantojuvenil

Roda de conversa com alunos do Ciep-265 Municipalizado Professora Gladys Teixeira marcou o início das ações


22/05/2019 - Assistência Social

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(Gabriela Hintz)

Tiveram início nesta quarta-feira, 22, as mobilizações de conscientização contra a exploração sexual infantojuvenil em São João da Barra. A iniciativa, da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, conta com parceria das secretarias de Educação e Cultura e de Saúde e apoio do Conselho Tutelar.

Rodas de conversas e caminhadas serão realizadas em várias partes do município. No Ciep-265 Municipalizado Professora Gladys Teixeira, na sede do município, assunto foi discutido com alunos do 1º segmento. Na oportunidade, temas como bullying, saúde mental, álcool e drogas também entraram em pauta.

 A coordenadora de Assistência Social, Julia Diniz, lembrou que o evento teve repercussão positiva junto às crianças e jovens no ano anterior. “Por isso, esse ano também estamos estendendo a ação a outros distritos do município, como Atafona, Barcelos e Açu”, salientou.

No dia 27 em Atafona, acontecerá caminhada com concentração a partir das 8h30, em frente à praça Nossa Senhora da Penha. Nos dias dia 03/06 e 11/06, as caminhadas se repetição, respectivamente, em Barcelos e no Açu.

O coordenador de Juventude, João Filiphe Amaral, destacou que o evento visa informar, conscientizar e abordar de forma educativa o tema. “Queremos que as crianças e jovens tenham consciência desse problema real e saibam como denunciá-lo. Precisamos romper este ciclo de violência e proteger as nossas crianças e adolescentes”, pontuou.

O 18 de Maio é o Dia Nacional Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, instituído pela Lei Federal N°. 9970/00. A data foi escolhida porque em 18 de maio de 1973 em Vitória, ES, um crime bárbaro chocou todo o país e ficou conhecido como o “Crime Araceli”. Esse era o nome de uma menina de apenas 8 anos de idade que foi raptada, drogada, estuprada, morta e carbonizada por jovens da classe média alta daquela cidade. Esse crime, apesar de sua natureza hedionda, prescreveu impune.